terça-feira, 9 de agosto de 2016

A ESCRAVA ISAURA






Título: A Escrava Isaura
Autor: Bernardo Guimarães (1825-1884)
Editora: Círculo do Livro (São Paulo)
Estante: Literatura Brasileira (romance)
Ano: 1994
Encadernação: Capa dura
Dimensões:  13 cm x 21 cm
Idioma: Português brasileiro
ISBN: 85-332-0535-X
Páginas: 206
Peso: 372 (grs.)
Estoque: 1 exemplar
Preço: R$ 8,35 +7,05 (frete para todo Brasil) = R$ 15,40

Descrição: Livro usado.  Capa dura, com filigranas douradas no título e na lombada.  No corte superior, também existe proteção dourada, que aparece na terceira foto (ver).  No corte frontal e no inferior, predomina a cor branca, mas há algumas marcas de oxidação.  Na ponta direita da capa, ligeiro amassado.  O interior da capa (segunda capa) e o interior da quarta capa (terceira capa) dão a impressão de terem passado por algum processo de restauração.  Assim também a falsa folha de rosto.  Essas páginas estão muito branquinhas, em contraste com a folha de rosto (que apresenta alguns pontos de oxidação) e o miolo, cujas páginas estão ligeiramente amareladas.  Mas o livro se acha muito sólido, muito bem encadernado, tudo firme.  E nada interfere na leitura.  Livro sem orelhas.  Bernardo Guimarães (1825-1884), “A Escrava Isaura”, São Paulo, Círculo do Livro, 1994, 206 p., 372 gramas.  Literatura Brasileira, romance.  Estoque: um exemplar. // Estamos diante de um clássico da literatura nacional, objeto de inúmeras edições, por várias editoras.  Obra que já virou filme e também novela de tevê.  Não há dúvida de que Bernardo Guimarães pensava como um abolicionista.  Seu repúdio ao sistema escravocrata transparece nesta obra que nos faz viajar ao tempo de D. Pedro II.  Mas a grande pergunta é: por que apresentar uma escrava cujo sangue era mestiço, mas a pele branca?  Não podia ser uma mulher de pele negra, belíssima, como existem tantas? Ou, pelo menos, uma mulata?  Essa ambiguidade, esse paradoxo é que constitui, simultaneamente, tanto o ponto fraco quanto o encantador e o enigmático do livro.  A brancura da escrava, cuja pele se revelava tão clara quanto uma “lâmpada de alabastro”, propõe-na desde já como um ser impossível e idealizado, uma antítese viva, bem ao gosto do romantismo.  E enquanto o “vilão” e proprietário da escrava, o repulsivo Leôncio, a vê como um objeto, do qual detém a posse e o total direito de uso, o enamorado e culto Álvaro, no extremo oposto, percebe a moça como “o anjo da dor exilado do céu”.  Conforme observa Katia de Almeida Rossini, no posfácio, na palavra do personagem Álvaro (nitidamente alter ego do autor) “Isaura é elevada à transcendência”.  Por sinal, o volume que ofereço tem dois aspectos interessantes e diferenciais: um o fato de ser capa dura com essas filigranas douradas.  Cansei de procurar na internet, não encontrei outro exemplar disponível dessa edição que eu tenho.  A outra qualidade especial é esse posfácio da Katia, que é, simplesmente, ótimo.  Nele, surge uma resposta muito pertinente à pergunta crucial que apresentei neste comentário.  Resposta essa, aliás, que pode ser muito útil para referências futuras.  A obra contém ainda uma breve biografia do autor (Ricardo Alfaya)

* Clique sobre as imagens para vê-las com maior nitidez.


* Você pode comprar por depósito em conta ou transferência bancária. Pedidos: alfayalivreiro@gmail.com

Nenhum comentário: