segunda-feira, 1 de agosto de 2016

OS RIOS PROFUNDOS






Título: Os Rios Profundos
Autor: José María Arguedas
Editora: Paz e Terra (Rio de Janeiro)
Estante: Literatura Estrangeira (romance)
Ano: 1977
Encadernação: Brochura
Dimensões: 14 cm x 21 cm 
Idioma: Português
ISBN: Não informado
Páginas: 213
Peso: 306 (gr)
Estoque: 1 exemplar
Preço: R$ 8,80 + R$ 6,55 = R$ 15,35

Descrição: Livro seminovo, nunca usado, em bom estado de conservação.  Sem riscos, sem anotações, sem sublinhados.  Laterais claras, com alguns diminutos e esparsos pontos de oxidação, que também aparecem na falsa folha de rosto e na última página em branco, sobrando um pouco também para o lado interno da quarta capa. No mais, páginas claras, capa firme e brilhante. Tradução para o português de Gloria Rodríguez.  Orelhas por Bella Josef e Adilson Monteiro Alves, na época, Secretário de Estado da Cultura.  Sucede que essa Secretaria, do então Governo do Estado de São Paulo, ajudou no patrocínio da coleção “Clássicos Latino-Americanos”, editada pela Paz e Terra, à qual pertence o volume ora em apreço.  “Os Rios Profundos”, romance de José María Arguedas, Paz e Terra, Rio de Janeiro, 213 p., 306 gramas.  Formato 14 cm x 21 cm, brochura. // O romance se passa no Peru.  Os colonizadores espanhóis, ao contrário do que fizeram os portugueses, não se miscigenaram aos povos autóctones da América Latina.  Disso resultou que, quando da independência, emergiram duas classes distintas e bem delimitadas.  A dos brancos, descendentes dos espanhóis, e a dos índios.  Sendo que a dos brancos se sobrepôs e dominou a dos índios.  Conforme Bella Josef, com José María Arguedas “inaugura-se a visão contemporânea do indigenismo”.   Arguedas, ele próprio um descendente da nação indígena local, somente passou a falar o espanhol com 14 anos de idade, vindo depois a tornar-se escritor e antropólogo.  Portanto, ao mostrar o choque entre as duas culturas de seu país, ele não fala “de fora”.  Não se trata de um mero observador, mas de alguém que vivenciou todo o doloroso processo experimentado pela nação indígena. Segundo a quarta capa, “o protagonista de ‘Os Rios Profundos’ é o camponês andino, cujo orgulho silencioso, revolta contida e beleza interior o autor retrata, por ser sua própria gente, carne de sua carne. ”  No entender do ideólogo e político José Carlos Mariátegui e do grande poeta Cesar Vallejo, Arguedas “pertence a uma geração de intelectuais que despertou a consciência peruana para o drama da estirpe do seu povo e buscou abrir caminhos para amalgamar o passado com o presente, e fundi-los em um futuro integrador, mas orgulhoso de suas raízes ancestrais. ” Importante: apesar do ano em que foi escrito (1977), o romance não é do gênero "realismo mágico" ou "realismo fantástico", então prevalecente em vários países da América espanhola.  A obra se inspira na realidade fatual e o autor usa sua experiência de antropólogo para revelar e interpretar os fatos.  Não consegui localizar a época exata em que se passa, porém, seria já na Idade Contemporânea, após a Primeira Revolução Industrial, pois o romance falava em ferrovias e em cidades iluminadas por energia elétrica. (Ricardo Alfaya)

Nota: Clique sobre as imagens para vê-las com maior nitidez, inclusive, para poder ler o texto da quarta capa.


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