terça-feira, 15 de novembro de 2016

FILHOS DAS TREVAS de MORRIS WEST




Título: Filhos das Trevas
Autor: Morris West
Editora: Círculo do Livro (São Paulo)
Estante: Literatura estrangeira (romance)
Ano: 1990
Dimensões: 12,50 cm x 21 cm
Encadernação: Capa dura
Orelhas: Não.
Idioma: Português
Tradução: Anaïs Bonnel e Jorge de Sampaio
ISBN: Não informado
Páginas:  168 p.
Peso:  312 (gr)
Estado do produto: Usado, regular.
Estoque: 1
Data do cadastramento: 15.11.2016
Preço:  R$ 3,80 + R$ 6,55 = R$ 10,35

Descrição: Livro usado, em regular estado de conservação.  Isto é, a obra foi bem cuidada, mas a ação do tempo tornou as páginas e as laterais uniformemente amareladas e um tanto escurecidas.  Capa bem presa.  O livro passou por algum processo de restauração, pois apresenta duas páginas anteriores à falsa folha de rosto que estão mais claras do que as demais e dão a impressão de terem sido coladas ao livro, talvez para eliminar algum contato desagradável com páginas muito manchadas; essa restauração foi realizada por mãos habilidosas.  Livro sem furos, sem rasgos, sem riscos, sem dedicatórias, sem sublinhados, sem anotações, sem carimbos. // O título original, em inglês, é “Children of the Shadows”, que pode ser traduzido como “Filhos das Sombras”.  O “copyright” original é de 1957.  Esse título, em si, já seria um tanto ambíguo, porém, os tradutores carregaram ainda mais nas tintas ao optar por traduzi-lo como “Filhos das Trevas”.  No decorrer da leitura da obra, percebe-se o nexo do título, porém, inegavelmente tal nome passa a impressão de que se trate de um romance de terror, um "thriller".  No entanto, não se trata disso.  Na verdade, esse é um romance realista, quase um documentário, em que Morris West surge simultaneamente como narrador e personagem.  O escritor australiano morou muitos anos na Itália.  Nessa obra, de forte cunho social, ele nos fala da pobreza que viu em Nápoles, tratando, particularmente, da questão dos meninos sem teto, moradores das ruas.  Porém, sua ação não é apenas a de um mero espectador.  Morris se envolve efetivamente e afetivamente na questão dos meninos de rua, tentando, inclusive, soluções práticas e realizáveis junto a autoridades.  O livro se divide em duas partes.  Na primeira, fala das “sombras”, isto é, dos problemas de criminalidade, prostituição e pobreza que o autor viu em Nápoles, numa época então profundamente marcada pelo desemprego.  Desse modo, temos o “Livro Primeiro: Ver Nápoles e morrer”.  O escritor se revela profundamente chocado também com certo atraso cultural e superstições que colaboravam para impedir o desenvolvimento da localidade.  Aqui, o termo “sombras”, pode, de fato, ser entendido como as “trevas” da obscuridade, da ignorância, conforme às vezes se fala, por exemplo, que a Idade Média foi a “Idade das Trevas”.  Também chocam ao escritor as questões da corrupção e da ganância.  As soluções de West nunca sugerem algum tipo de revolução armada.  Baseiam-se sempre na ação caritativa e religiosa, por um lado, e na tentativa de sensibilizar as camadas mais abastadas da população, no sentido de que ajudem ao progresso dos mais necessitados. Percebe-se que, mais do que acreditar na chamada “consciência de classe” marxista, West prefere crer na consciência humana, numa certa e secreta vocação para o “bem”, que pode ser eventualmente despertada.  Temos, a partir da p. 70, o “Livro segundo: Luz nas trevas”.  Aqui West contará a impressionante história real do Padre Mario Borelli, que, com a autorização da Igreja, passará uns tempos sem o traje sacerdotal, em meio aos pobres e ao lúmpen de Nápoles, como se fora um homem comum.  Borelli, por fim, já reassumindo sua condição sacerdotal, fundará a “Casa dos Meninos”, destinada a acolher, dar educação e ajudar os meninos de rua, sem confiná-los.  West acompanhará de perto todo esse cometimento de Borelli, narrado em detalhes.  O projeto do padre é bem-sucedido, mas havia um problema.  Quando os meninos chegavam aos 18 anos, embora prontos para o trabalho, não havia emprego na Itália.  Morris West tenta ajudar, escrevendo para o governo de seu próprio país, Austrália, e para o governo norte-americano.  Morris propunha que esses dois países permitissem e facilitassem o processo de imigração dos rapazes italianos, fornecendo-lhes educação e emprego na agricultura.  A resposta do ministro australiano foi favorável, mas todo o projeto dependia de particulares que desejassem colaborar.  Já a resposta do consulado norte-americano foi negativa. Assim, o último capítulo do livro revela a esperança do autor de que a obra cooperasse para a solução dos problemas enfrentados pelos meninos de Nápoles.  (Ricardo Alfaya)



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